Fonte - Diário da Manhã - Goiânia

Cada vez mais as pessoas adquirem antecipadamente um plano de previdência privada, devido à incerteza do futuro da Previdência Social ou apenas para manter seu padrão de vida, já que o benefício máximo oferecido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é de R$ 2.801,56. O aumento da expectativa de vida dos brasileiros também é um fator que impulsiona a adesão pelos planos privados. Segundo dados da Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), até outubro de 2006, havia 7.755.017 planos individuais no País, contra 7.164.570 planos registrados até outubro de 2005, o que representa um crescimento de 8,24% no período.

A expansão do mercado de previdência, que se mantém acima de 20% ao ano, é uma forte evidência de que o brasileiro consolidou a sua confiança no segmento, de acordo com Marco Antônio Rossi, vice-presidente da Anapp. “Isso é resultado de fortes investimentos, na transparência dos negócios e na ética dos relacionamentos”, acredita.

No Brasil, a liderança no mercado de previdência complementar, com 37,5% do total de recursos obtidos por todo o setor, é da Vida e Previdência (BVP). A performance da empresa nos primeiros dez meses de 2006 confirma a procura dos brasileiros por este tipo de plano. A BVP fechou o último mês de outubro com uma receita acumulada em planos de previdência de R$ 6,498 bilhões e superou em 24,28% o valor captado pela empresa no mesmo período de 2005. No ranking nacional, ela é seguida pela Itaú Vida e Previdência, com 18,55% dos volumes de contribuição, e da Brasilprev, com 12,35%.

Estes números nos meses de novembro e dezembro podem ser ainda mais relevantes. O final de ano é o período de maior aquecimento na área de previdência complementar e concentra tradicionalmente mais de 25% das receitas do mercado. Isso porque o último bimestre é o período do ano de maior liquidez na economia, com a entrada de recursos extraordinários como o 13º salário, além de ser época de fechamento do ano fiscal para as pessoas físicas.

MOEDA - O diretor comercial da BVP no Brasil, Lúcio Flávio Oliveira, lembra outros fatores que consolidaram a previdência privada como uma opção cada vez mais procurada, entre eles, a estabilidade da moeda, o aumento da expectativa de vida e o fato de o Estado brasileiro não demonstrar confiabilidade de que pode garantir a aposentadoria de todos. ?Além disso, há 10 anos, havia poucas instituições, a oferta hoje aumentou?, aponta.

A previdência privada está regulamentada no País pela Lei nº 6.438 desde o ano de 1977. Algumas poucas instituições mantiveram as possibilidades de ingresso particular pelos interessados nos anos de inflação galopante, na década de 80. A partir de 1990, com a chegada de novos produtos, as instituições bancárias começaram a oferecer os planos privados.