Fonte - Diário da Manhã - Goiânia
A expansão do mercado de previdência, que se mantém acima de 20% ao ano, é uma forte evidência de que o brasileiro consolidou a sua confiança no segmento, de acordo com Marco Antônio Rossi, vice-presidente da Anapp. “Isso é resultado de fortes investimentos, na transparência dos negócios e na ética dos relacionamentos”, acredita.
No Brasil, a liderança no mercado de previdência complementar, com 37,5% do total de recursos obtidos por todo o setor, é da Vida e Previdência (BVP). A performance da empresa nos primeiros dez meses de 2006 confirma a procura dos brasileiros por este tipo de plano. A BVP fechou o último mês de outubro com uma receita acumulada em planos de previdência de R$ 6,498 bilhões e superou em 24,28% o valor captado pela empresa no mesmo período de 2005. No ranking nacional, ela é seguida pela Itaú Vida e Previdência, com 18,55% dos volumes de contribuição, e da Brasilprev, com 12,35%.
Estes números nos meses de novembro e dezembro podem ser ainda mais relevantes. O final de ano é o período de maior aquecimento na área de previdência complementar e concentra tradicionalmente mais de 25% das receitas do mercado. Isso porque o último bimestre é o período do ano de maior liquidez na economia, com a entrada de recursos extraordinários como o 13º salário, além de ser época de fechamento do ano fiscal para as pessoas físicas.
MOEDA - O diretor comercial da BVP no Brasil, Lúcio Flávio Oliveira, lembra outros fatores que consolidaram a previdência privada como uma opção cada vez mais procurada, entre eles, a estabilidade da moeda, o aumento da expectativa de vida e o fato de o Estado brasileiro não demonstrar confiabilidade de que pode garantir a aposentadoria de todos. ?Além disso, há 10 anos, havia poucas instituições, a oferta hoje aumentou?, aponta.
A previdência privada está regulamentada no País pela Lei nº 6.438 desde o ano de 1977. Algumas poucas instituições mantiveram as possibilidades de ingresso particular pelos interessados nos anos de inflação galopante, na década de 80. A partir de 1990, com a chegada de novos produtos, as instituições bancárias começaram a oferecer os planos privados.

