Fonte - FENASEG 29/09

"A Unibanco-AIG lançou ontem o Export Solution, um produto direcionado aos exportadores, que pode chegar a custar até 15% mais barato do que a média de preço praticada no mercado internacional. Hoje o seguro de transporte internacional movimenta cerca de US$ 10 milhões por ano. "A nossa expectativa é de que esse mercado no Brasil chegue a US$ 300 milhões em prêmios em alguns anos", disse José Rudge, presidente da Unibanco. Segundo Ney Dias, diretor da Unibanco-AIG, a seguradora quer quebrar o mito de que o exportador não compra o produto só pelo preço. "Na verdade o cliente quer uma solução. O nosso produto oferece cobertura para responsabilidade civil e também danos de contaminação, além de contar com o apoio da seguradora que acompanhará embarque e desembarque e prestará suporte jurídico através das representações e parceriais da AIG, em mais de 130 países", disse Dias. O executivo acredita que, ao contrário dos países mais maduros, onde há preocupação do exportador com a satisfação do cliente final, no Brasil há uma concentração da exportação no modelo FOB, que entrega a mercadoria sem se responsabilizar pelo transporte. Ou seja, o importador é responsável pela compra o seguro do produto. "O exportador brasileiro que vende na China está competindo com o indiano, que não tem que se preocupar nem o despacho aduaneiro, por isso a venda CIF é diferenciada", disse. Pesquisa - Segundo pesquisa feita pela Unibanco para lançar o produto, com 23 empresas, responsáveis por volumes exportados entre US$ 10 milhões e US$ 100 milhões de diversos segmentos, o preço não é o maior problema. "O Export Solution é mais do que um produto. É um conceito, que nos possibilitará vender o produto a um preço 15% mais barato do que a média de preço praticada no mercado internacional", disse Ney Dias. Ainda de acordo com a pesquisa, o exportador tende a optar pela negociação FOB porque acredita que o seguro encarece o produto e existe maior responsabilidade no gerenciamento do processo. Há apenas uma percepção de que as taxas no exterior são mais baixas."