Proseguro - Seguros & Segurança

AutomóveisOctober 29, 2005 4:01 am
O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) tem como uma das principais atividades realizar estudos sobre os estragos causados por colisões e os custos de conserto dos modelos vendidos no mercado nacional. Para tanto são realizados testes de colisão (crash-teste) de baixa velocidade - 15 km/h, segundo a entidade a média dos acidentes ocorridos no trânsito urbano.

De acordo com comparativos realizados pelo Cesvi, os modelos mais novos têm seguros 40% mais baratos que veículos dos anos 90 - tudo graças à evolução nas carrocerias dos veículos. Com isso, os novos carros tiveram redução significativa nos custos de reparo, o que implica, por conseguinte, em redução nos preços dos seguros. Através de um ranking, o Car Group, o consumidor pode comparar modelos do mesmo segmento na hora da compra.

Para demonstrar essa redução, o Cesvi Brasil comparou modelos da mesma marca, de idades de produção diferentes. São projetos do início dos anos 1990 “contra” outros feitos a partir de 2000. O estudo apontou diferenças no número de peças substituídas, no custo das peças, de mão-de-obra e do valor total do reparo.

Um exemplo apresentado foi Fiat Brava SX 1.616V 4P 2003 (plataforma da década passada) versus um Fiat Stilo 1.8 16V 5P 2003 (plataforma recente). No teste de colisão para calcular o IRC - Índice de Reparabilidade Cesvi (leia texto abaixo) - dos veículos verificou-se que o Brava teria que substituir 25 peças enquanto o Stilo apenas 10 peças. O valor do custo de mão-de-obra mais o custo das peças foi 77% menor para o Stilo.

O mesmo comparativo foi realizado entre Ford Escort GLX 1.8i 16V 4P 2001 (plataforma da década de 1990) e Ford Focus 2.0 16V 5P 2003 (plataforma 2000). A diferença foi menor para o modelo mais moderno.

Como é calculado o IRC

O Cesvi utiliza a norma internacional RCAR para avaliar o comportamento de veículos em impactos de baixa velocidade. Segundo a norma, para o teste de colisão dianteiro, o veículo bate a uma velocidade de 15 km/h (velocidade média estimada nos grande centros urbanos na hora do rush) contra uma barreira indeformável de 32 toneladas, num ângulo de 40% da parte frontal esquerda - ou seja, a batida será concentrada na parte frontal esquerda do carro.

Na traseira, a colisão também é realizada 40% off-set e a 15 km/h, mas desta vez em uma barreira móvel de 1 tonelada. As fábricas recorrem a essa avaliação cerca de 4 a 6 meses antes do lançamento do produto no mercado. Já as seguradoras utilizam essa informação para cálculos de valores de seguro.

A partir de então, é estabelecido o Índice de Reparabilidade Cesvi (IRC), calculado através do tempo de reparo do veículo, peças substituídas e mão-de-obra, dividido pelos coeficientes de cada carro, como peso e tamanho, entre outros.

Medições externas e da estrutura do veículo são realizadas pré e pós-impacto (plataforma, direção, vão entre as portas, compartimento do motor e tampa traseira). Soma-se, ainda, as peças substituídas ou reparadas, custo e tempo total desse processo.

A partir dessas informações é elaborado o Car Group: um ranking que aponta para cada categoria de veículo os modelos que têm mais condições de proporcionar um reparo fácil e mais barato para as oficinas.

Depois, os resultados são apresentados para os fabricantes e são sugeridas alterações do projeto, quando necessárias. Também são apresentadas sugestões às seguradoras.

Os veículos atuais são construídos de forma que, numa eventual colisão, os danos sejam menores possíveis - exatamente por isso não se recomenda o uso de engates como forma de “prevenir” danos; o resultado pode ser muito pior do que o esperado. O Cesvi destaca entre os novos desenvolvimentos os absorvedores de impacto, elementos que minimizam o impacto para as partes estruturais do veículo, diminuindo os danos.

Estudos constantes

O Cesvi realiza diversas análises técnicas dentre os quais manutenção, custos e mão-de-obra para cada veículo e o grau de reparo nos veículos após acidentes. Atualmente, apenas fabricantes e seguradoras têm acesso ao Índice de Reparabilidade Cesvi, calculado através do tempo de reparo do veículo, peças substituídas e mão-de-obra, dividido pelos coeficientes de cada carro, como peso, tamanho, etc.

“Através dessas análises técnicas podemos avaliar os custos de reparação no caso de um acidente, avaliar as peças danificadas e o quanto a estrutura do veículo foi abalada. Com esses dados, os fabricantes podem solucionar problemas simples, mas que somente através de crash-tests podem ser identificados. O Cesvi também tem o papel de sugerir possíveis soluções que afetam o veículo em menor escala e a manutenção ficam mais simples e mais baratas”, explica Sérgio Ricardo, gerente técnico do Cesvi. As seguradoras utilizam esse índice para compor o valor do prêmio de cada modelo. “Quanto maior o IRC, maior o gasto de conserto e, conseqüentemente, mais caro o seguro”, explica Sérgio, que ainda enfatiza: “o IRC é apenas mais um dos fatores que as seguradoras utilizam para calcular o prêmio do seguro. Diversas outras variáveis são calculadas”.

AutomóveisOctober 12, 2005 9:29 pm

Fonte: AUTOSHOW

Você acha o preço do seguro do seu veículo caro? O site AutoShow foi conferir de perto como as seguradoras chegam ao valor do seguro. Uma das maneiras é através do índice de reparabilidade e danabilidade dos veículos, quanto maior o índice, mais caro é o seguro. Para calcular esse número mágico, as seguradoras contam com o auxílio do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), o primeiro centro de pesquisa em reparação a América Latina. Pela primeira vez, o Cesvi abriu seus estudos para a imprensa e mostrou como este sério trabalho que favorece o consumidor é feito.
Apesar do índice de reparabilidade e danabilidade só ser divulgado para as montadoras e seguradoras, o consumidor é favorecido indiretamente. As montadoras utilizam os dados para aperfeiçoar seus equipamentos e tentar chegar na equação ideal de custo benefício para o consumidor no caso de estrago de peças. Já as seguradoras usam os dados como uma das ferramentas de cálculo do prêmio do seguro.
Os estudos de reparabilidade de danabilidade começam com as medições de cada modelo. Após devidamente estudado, o veículo vai para o crash test de reparabilidade. Segundo as normas da RCAR (Research Concil for Automobile Repair), o veículo deve colidir a 15 km/h (velocidade média das colisões que ocorrem em grandes cidades) a 45% off set na parte frontal esquerda em uma barreira indeformável de 32 toneladas. Já na traseira, o impacto é 40% off set em uma barreira móvel de 1 tonelada.
Após colidir, o veículo vai para a oficina modelo do Cesvi onde são vistoriados os seguintes itens: as peças que devem ser substituídas, o tempo e o custo envolvido nessas substituições, as peças que devem ser reparadas, o tempo e custo envolvido no reparo, o custo dos materiais e insumos de pintura utilizados. Com todos esses dados definidos, através de uma fórmula, chega-se no IR, índice de reparabilidade. Através desse índice, é possível traçar uma comparação entre concorrentes e veículos antecessores.
Apesar dos consumidores ainda não terem acesso a esse índice diretamente, eles são beneficiados indiretamente já que é no Cesvi que as montadoras tentam conseguir o melhor custo beneficio em manutenção e reparabilidade, item que sempre causa preocupação para o consumidor. Como esse índice também é uma das variáveis do preço do seguro, carro que tem maior índice de reparabilidade, conseqüentemente tem preço do seguro mais alto. O objetivo do Cesvi é divulgar esses números para o consumidor de uma forma simples. Como ocorre nos outros países, eles deverão desenvolver um ranking que demonstrará qual veiculo é mais ?caro de manutenção? e qual é mais barato. Uma informação que afeta a decisão de compra e portanto deve mexer na tabela de preços.
Ao analisar os estudos de reparabilidade feitos há sete anos pelo Cesvi é possível ver a evolução das carrocerias. Os modelos atuais, por exemplo, estão sendo construídos de forma que no caso de uma colisão, os danos sejam os menores possíveis. É possível conquistar isso através de equipamentos que foram desenvolvidos como os absorvedores de impacto (são feitos de isopor e ficam na parta interna do pára-choque, sua substituição é simples, barata e impede que outras peças sejam danificadas), crash boxes (peças que absorvem a energia do impacto para poupar as longarinas) , front end (é usado no lugar no painel dianteiro, não tem função estrutural e é fixado por parafusos, o que permite fácil troca).
Para se ter uma idéia do que isso significa na prática, basta comparar os testes de reparabilidade entre os modelos Brava e Stilo, ambos da mesma marca, da mesma categoria. No teste, o Brava teve que substituir 25 peças após o impacto enquanto o Stilo substituiu apenas 10. Além disso, para substituir as peças do Stilo, o consumidor gasta 80% menos do que o Brava e a mão de obra também é 63% mais barata. Claro que esses dados se referem apenas a reparabilidade e não se pode afirmar nada em termos de segurança já que é apenas uma demonstração da evolução de uma carroceria da década de 90 para uma carroceria do ano 2000.
O intuito do Cesvi é divulgar ainda este ano uma lista dos veículos com menor índice de reparabilidade. Com isto, haverá uma verdadeira mudança na postura do consumidor. Afinal de contas, todos querem comprar um veículo com baixo custo de manutenção. Ao ter esses dados na mão, o consumidor passa ser o árbitro da negociação forçando as montadoras a melhorarem as soluções de manutenção e baixando conseqüentemente o preço do seguro. Segundo os técnicos do Cesvi, atingir um índice de reparabilidade baixo pode significar em um abatimento de até 40% no preço do seguro.
Segurança 4:29 am
Muito cuidado na hora da compra de bloqueadores ou rastreadores para o seu veículo. A dica é sempre verificar nas principais seguradoras, quais que em média lhe darão bom desconto. Pesquise sempre a empresa de prestação de serviço, pois existem hoje no mercado muitas delas, e em alguns casos não qualificadas para operar. Pesquise no site http://www.cesvibrasil.com.br/index.asp e veja os equipamentos homologados.
Automóveis 4:15 am
Na maioria das vezes, o cliente na hora da renovação do seguro de automóveis, acaba por buscar sempre o que lhe dói menos no bolso. Essa diferença pode lhe custar caro, pois as vezes se deixa de pagar um percentual pequeno em relação ao custo do seguro e se perde muito em termos de cobertura, por exemplo, a possibilidade de não guardar o veículo em garagem o tempo integral e a inclusão de mias um motorista como condutor do veículo. Em caso de sinistro o cliente acaba sendo, na maioria das vezes, penalizado.